segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Documentar uma tentativa de casamento


No blogue oficial do Queer Lisboa 11, publica-se uma entrevista com Leonor Areal, autora do documentário Fora da Lei sobre a luta de Teresa e Helena, que tentam casar em Portugal. (A foto foi tirada do blogue.)

Conferência de Alto Nível Sobre Imigração Legal na UE

Os vídeos estão disponíveis aqui para quem quiser assistir em frente ao ecrã.

sábado, 15 de setembro de 2007

Chinatown em debate

Foto dos arquivos daqui

Na blogosfera, as reacções à ideia de Maria José Nogueira Pinto acerca das lojas chinesas na baixa de Lisboa (referida na última edição do Expresso e explicada num artigo publicado ontem no Diário de Notícias:

- Eduardo Pitta, Da Literatura: Quando Maria José Nogueira Pinto diz ser necessário perceber «a tempo, as chamadas diferenças úteis», de forma a «coexistir harmoniosamente» na cidade, está exactamente a querer dizer o quê? É que falar de «realidades específicas» a propósito do «reordenamento espacial» da imigração chinesa, tem como corolário uma doutrina pouco abonatória.

- Pedro Sales, no Zero de conduta: Expulsar os chineses não tem nada a ver com a defesa dos pequenos comerciantes, é antes o mais puro reflexo do preconceito social de quem não suporta ver a baixa da cidade contaminada com produtos típicos da “loja dos 300” e que só os pobres é que parecem ter "gosto" em comprar.

- Nuno Dias da Silva, A Civilização do Espectáculo: A responsável pelo Plano de Reabilitação da Baixa-Chiado, a convite de António Costa, acaba por, indirectamente, seguir as intenções de Alberto João Jardim que há um par de anos disse, com todas as letras, que não queria chineses com negócios de comércio no Funchal.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Um rótulo mais preciso

João Ferreira, da direcção do festival explica à Agência Lusa que o novo nome do certame (Queer é a novidade) é "mais abrangente" e "mais fiel em relação àquilo que é a programação do festival". Notícias aqui e aqui.

Hoje, sala 1, 21h30 | Queer Lisboa no S. Jorge


A Casa de Alice de Chico Teixeira
(Brasil, 2007, 90’)

A vida é feita de pequenos nadas. E A Casa de Alice mostra como deles, sem recorrer a temperos exóticos, sem malabarismos de nouvelle cuisine, se constrói um retrato vivencial cativante e que, mesmo firme numa vontade de mostrar o que pode ser real, não procura ser bandeira de qualquer discurso sociológico. Apenas um retrato. Apenas uma casa. A de Alice. Um apartamento como tantos outros em São Paulo. Um casal, Alice e Lindomar, ela manicure num pequeno salão de periferia, ele taxista incapaz de grandes receitas. Três filhos. E uma avó, muitas vezes silenciosa, mas sempre atenta, na verdade a mais sólida estrutura de uma casa que mantém limpa, arrumada, comida na mesa a horas certas. O pequeno apartamento é cenário protagonista de pequenas histórias do dia-a-dia, umas rotineiras e inconsequentes, outras reveladoras de quem ali vive. (Nota de Nuno Galopim, no site oficial)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CHINATOWN por Maria José Nogueira Pinto, na edição de hoje do Diário de Notícias

Nos tempos do escudo, apareceram as "lojas dos trezentos". Vendiam de quase tudo ao preço de trezentos escudos. Foram o sucedâneo de feiras como a de Carcavelos ou do Relógio, das barracas da Praça de Espanha e de uma certa economia paralela, "os ciganos", como então se dizia, carinhosamente aliás, que saíam furtivamente dos vãos das portas com um "Ó menina!", acenando com T-shirts da Dolce Gabana e malas Vuitton.

Foram estas realidades comerciais atípicas que permitiram a muitos portugueses esticar o seu magro orçamento familiar, contornando a evidente perda do seu poder de compra, permitindo-lhes adquirir bens necessários e - o que não é de somenos - o gosto de comprar por comprar, fosse um bibelot inútil, um naperon bordado, um bouquet de flores artificiais ou um brinquedo. Sem ironia, pode dizer-se que cumpriram uma importante função social.

As lojas chinesas chegaram depois, como um upgrading, uma manifestação prática da globalização enxertada no nosso quotidiano. Disseminadas por toda a cidade, com uma enorme variedade de produtos, preços imbatíveis e horários alargados, tornaram-se a resposta para a crise económica que atinge, agora, outros estratos sociais. Mas mesmo para quem ainda não foi atingido por ela, o recurso à loja chinesa é um acto de racionalidade orçamental. Se eu preciso de um abre-latas ou de uma frigideira, de uma moldura ou de um guarda-chuva, de uns óculos ou de um saco de compras, vou à loja do chinês. Porquê? Porque é muito mais barato, está ali mesmo à mão, disponível quando me convém e garante um atendimento sorridente e enigmático. Outros poderão optar por roupa à moda, jeans e stilletos dourados. Uma mãe de família, no regresso às aulas da sua prole, pode abastecer-se de lápis, canetas, réguas e cadernos. E donde, diabo, virá tudo isto, é caso para perguntar...

Questão diferente, mas indissociável, é o efeito devastador que estas lojas, disseminadas por bairros, áreas residenciais e zonas históricas, têm no comércio tradicional. Qualquer liberal me dirá que o mercado vai resolver esta questão: quem for competitivo, vive, quem não for, morre.

Eu sei que nem todo o comércio tradicional se esforçou para responder aos desafios com que, inexoravelmente, se tinha de confrontar: a abertura das grandes superfícies, dos centros comerciais, das cadeias internacionais, dos franchisings. Tão-pouco assimilou um novo conceito de serviço ao cliente, não modificou horários, não melhorou o atendimento.

Na sua lógica pura, um defensor acérrimo do mercado apostará na progressiva substituição de todo este comércio por simpáticas e prestáveis lojas chinesas. Mas será essa situação desejável? Claro que não. E será justo em termos de concorrência? Decerto que não. E há algum mercado que dispense um regulador? Não creio.

A favor deste comércio ameaçado, são muitos os argumentos que se podem aduzir: a morte lenta de certas zonas, a falta de segurança, o descuido do espaço público; o importantíssimo papel deste comércio na coesão social, na sustentabilidade e na identidade de tantos bairros lisboetas; a obrigação de gerir a ocupação e a distribuição do espaço de modo a garantir uma oferta diversificada e equilibrada e, por fim, uma equidade nas condições em que estas actividades se desenvolvem. Se o mercado é indiferente a estes aspectos, a entidade reguladora não pode sê-lo.

Uma cidade como um todo harmonioso, onde se possa coexistir harmoniosamente, requer que se percebam, a tempo, as chamadas diferenças úteis. O que pode levar à opção por territórios próprios face a realidades específicas que, deste modo, melhor se potenciam. Foi esta a opção, relativamente à imigração chinesa de forte vocação para o comércio, em várias cidades do mundo, cidades dignas desse nome, todas com a sua chinatown.

No caso de Lisboa as vantagens eram múltiplas e mútuas: um centro de atracção, um reordenamento espacial do comércio dando lugar a todos, um tratamento diferente para o que é diferente, a criação de verdadeiras condições de concorrência.

Confundir isto com segregação, ou é má-fé, ou é pura ignorância. E, a propósito, alguém já perguntou aos comerciantes chineses o que pensam de uma chinatown?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Estereótipos

Recebido pelos portugueses


Novamente Dalai Lama em Portugal e as mesmas questões diplomáticas em torno da visita: ligação ao texto publicado no Diário de Notícias.

domingo, 9 de setembro de 2007

Lousã aposta na acessibilidade


Não é novidade, mas é importante. A Lousã é o primeiro concelho do país com um Provedor Municipal das Pessoas com Incapacidade. O que pode e deve fazer está aqui explicado. Para acompanhar o trabalho da provedoria, não deixem de ler o blogue.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Contagem decrescente



Faltam uma semana para começar o 11º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa. Para organizar a agenda, a Portugalgay oferece a papinha toda feita, disponibilizando um programa de consulta facilitada, organizando os filmos por dia, por país de origem, por ano de produção, por salas, por categorias, com ou sem sinopses. Para não faltar informação nenhuma, ficam também os links do site oficial e um blogue.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O direito a não discriminação em revista

A Dinheiros & Direitos de Setembro publica um artigo que analisa a protecção legal contra a discriminação de pessoas com deficiência no nosso país. O texto refere-se às mais recentes medidas legislativas - de há um ano para cá, foi publicada uma lei contra a discriminação de pessoas com deficiência, uma lei sobre as condições de acessibilidade que os espaços e edifícios devem satisfazer e uma que pune quem vedar o acesso a pessoas com deficiência acompanhadas do "cão de assistência" a transportes e estabelecimentos públicos. Aquela publicação sistematiza também os benefícios disponíveis para as pessoas com deficiência : equipamento gratuito, crédito de casa bonificado, estacionamento fácil, isenção de imposto sobre veículos, subsídio para arrendamento de casas, isenções e deduções fiscais.

sábado, 1 de setembro de 2007

Dalai Lama em Portugal

Na sua segunda visita a Lisboa, Dalai Lama profere uma conferência pública sobre “O Poder do Bom Coração”, antecididos de três dias de ensinamentos sobre o tema “O Desenvolvimento da Paz Interior”. Uma série de eventos culturais associados a esta visita começam já amanhã, dia 2. Todo o programa no site oficial deste acontecimento.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

«Um grito rebelde e de sede de justiça»

José Lima, o paraplégico que concluiu hoje a travessia de Portugal, de Viana do Castelo a Faro, numa cadeira de rodas adaptada, sente que o seu sacrifício valeu a pena.

sábado, 18 de agosto de 2007

Ainda é difícil sair do armário


Uma reportagem no DN de hoje, assinada por Maria João Caetano, dá conta das dificuldades sentidas pelo grupo que mais é discriminado em Portugal: as pessoas que têm uma orientação sexual diferente da maioria heteressexual.

domingo, 12 de agosto de 2007

Olhar sem os olhos do preconceito

Uma nova imagem da campanha TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS foi lançada hoje,Dia Internacional da Juventude.

sábado, 11 de agosto de 2007

Volta a Portugal em cadeira de rodas, sem passar pela capital

Notícias da viagem de José Lima pelo país, a meio do percurso.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Blogosfera para TODOS

Poucas palavras fazem um blogue.

Finalista em Cannes


Filme da agência BBDO, finalista no Festival de Publicidade de Cannes.

domingo, 5 de agosto de 2007

Queer Lisboa 11

É para marcar na agenda o 11º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa. Decorre de 14 a 22 de Setembro, no Cinema São Jorge, e conta com 88 filmes programados num total de 60 sessões. Além dos filmes em competição - com prémios para a Melhor Longa-Metragem, o Melhor Documentário, a Melhor Curta-Metragem (Prémio do Público) - há ainda lugar para filmes fora de concurso em Panorama Curtas-Metragens, Sessões Especiais, Panorama de Cinematografia Gay Portuguesa dos Anos 70, Spots Contra a Homofobia, e uma secção chamada Queer Pop (com documentários e três sessões, comentadas, de telediscos).


Até lá, daremos conta aqui no blogue do que mais se for sabendo à cerca da programação.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Mário Soares defende liberdade religiosa

O ex-Presidente da República foi nomeado no mês passado Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa - um organismo criado em 2004, ao abrigo da nova Lei da Liberdade Religiosa e tem por objectivo promover o diálogo entre as diversas confissões e verificar eventuais desrespeitos pela legislação.